sexta-feira, 21 de junho de 2013


                                           http://www.youtube.com/watch?v=yFtdZ5J8yJA

                         Sequência Didática


CrônicaPausa (Moacyr Scliar)
Público-alvo: Funcionários da Bolsa de Valores
       Iniciar a dinâmica com o grupo em círculo. Começar a reprodução de uma sonata de Beethoven.
      Solicitar que cada um feche seus olhos para escutar o silêncio. Ao término da música, socializar perguntando que palavra sintetizaria cada sentimento aflorado.
      Após a sensibilização, ler o texto, sem mencionar o título, propondo uma leitura dirigida com inquirições (Coloque-se no lugar do Samuel. Como ele se sente? O que chama a atenção no comportamento excêntrico de Samuel? Você já se evadiu?)
      Terminada a interação, a conclusão: Cada um deve se olhar. Qual é o limite de cada um? Onde queremos chegar com tanta pressa? E por que pressa? Qual a importância do humor no nosso dia-a-dia? Rir de si mesmo em situações inusitadas?! Hoje você já deu um sorriso ao seu filho? Já beijou sua esposa hoje? Se não fez isso, faça! Permita-se. Finalmente, o título é revelado: PAUSA.
      Para finalizar, a música Paciência, de Lenine.

                                                                                                             José Marcos

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sequência didática


PAUSA
Moacyr Scliar

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
- Vais sair de novo, Samuel?
          Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura. 
 - Todos os domingos tu sais cedo  -  observou a mulher com azedume na voz.
           - Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
 Ela olhou os sanduíches:
          - Por que não vens almoçar?
- Já te disse: muito trabalho. Não há tempo.  Levo um lanche.
 A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:
 - Volto de noite.
 As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. 
          Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé. 
 - Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
 - Estou com pressa, seu Raul! – Atalhou Samuel.
          - Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. – estendeu a chave. 
 Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade.
 - Aqui, meu bem!
         - Uma gritou e riu: um cacarejo curto. 
         Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
 Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.  Dormir. 
 Em pouco dormia. Lá embaixo a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, as jornaleiras gritando, os sons longínquos.
 Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.  Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
 Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
      Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista. 
       - Já vai, seu Isidoro? 
 - Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
 - Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
 - Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
- O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo. Samuel saiu.
       Ao longo do cais guiava lentamente. Parou, um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.


Objetivo: Formar alunos bons e leitores e excelentes escritores.

Público alvo: 9º ano (uma classe boa, porém falante).

 1º passo: Leitura compartilhada do texto para ativação de conhecimento de mundo, conhecimento prévio dos alunos.

 2º passo: Perguntar para eles se conhecem  a palavra Pausa,  o que significa essa palavra?

 3º passo: Explicar o gênero crônica e suas características.

 4º passo: Leitura silenciosa, grifando as palavras desconhecidas do texto.

5º passo: Utilização do dicionário para localizar o significado das palavras desconhecidas.

6º passo: Discussão oral sobre o texto “Pausa”.

7º passo: Pedir para que os alunos redijam um parágrafo argumentando se gostaram ou não do texto.


domingo, 16 de junho de 2013

"Receita para o beijo perfeito"

A receita a seguir foi elaborada no encontro presencial do curso pelos professores Joni, Elaine, Mariana, Oscarina, Mônica e Jacira. Ela faz parte da sequência de atividades propostas com o texto "Meu primeiro beijo". Leia e divirta-se!

“Receita para o beijo perfeito”

Ingredientes:

1 xícara de desejo
2 xícaras de paixão
1 xícara de sedução
1 colher (sopa) bem cheia de charme
1 pitadinha de malícia, ou a quantidade que desejar


Modo de preparo:
           

            Num lugar agradável, com uma pessoa especial, em um dia perfeito, acrescente todos os ingredientes. Misture bem e deguste com prazer do seu beijo perfeito!

"Meu primeiro beijo" - Antonio Barreto

Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto




É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.

Referência bibliográfica: 


Sequência didática do texto “Meu primeiro beijo”, de Antonio Barreto

Meu primeiro beijo - Antonio Barreto


Público-alvo: 8º ano, sala desinteressada e pouco participativa.

Primeiro momento: Apresentar o título do texto e, logo após, fazer os seguintes questionamentos:
- Quem já teve seu primeiro beijo?
- Como foi?
Roubado??
Combinado??
Escondido??
Na rua??
Na escola??
Após os questionamentos e a discussão, propomos a exibição do vídeo “Beijos de Cinema (Marisa Monte – Beija Eu)”, disponível no youtube:


Segundo momento: Leitura compartilhada do texto, podendo ser iniciada pelo professor e continuada pelos alunos.

Terceiro momento: Após a leitura do texto, será realizada a interpretação oral com um debate em torno da seguinte questão: “Para você, o que simboliza o beijo?”

Quarto momento: Dando continuidade a sequencia de atividades, os alunos serão organizados em duplas para a produção de uma “receita poética” contendo os ingredientes necessários para um “beijo perfeito”. Esta etapa visa contemplar o gênero textual “receita culinária”, pertencente a tipologia “prescrever”, estudado pelos alunos desta série/ano.

Quinto momento: Leitura e exposição das receitas entre os alunos da sala. Montagem de um mural com o texto “Meu primeiro beijo”, fotos e imagens relacionadas ao tema e as receitas produzidas pelos alunos.

A exposição desta atividade é uma forma de valorizar o trabalho feito em sala de aula pelos alunos. Por se tratar de uma turma desinteressada e desmotivada, esta pode ser uma forma de torna-los mais participativos e motivados com os estudos.

Joni S. Guapo

Avestruz - Mário Prata


O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus 10 anos, um avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto. 

Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio. 

E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar o avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros - 2,70 para ser mais exato. 

Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí, assustando as demais aves normais. 

Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor! 

Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha. 

Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima! 

Podem gerar de dez a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento. 

Ele insiste, quer que eu leve um avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer. 

Foi quando descobri que eles comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem. 

Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu. 

Pedi para a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

Referências Bibliográficas:
http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI45408-9531,00-AVESTRUZ.html

Sequência Didática montada no curso presencial

Avestruz - Mario Prata

Público alvo: alunos do 6º ano com dificuldades de leitura.

Aulas previstas: 04

Conteúdos e temas: traços característicos da crônica narrativa.

Competências e habilidades: reconhecer características do gênero “crônica”,comparar a narrativa em diferentes gêneros.

Apresentar a quadrinha
“É um animal que engole tudo,
Moeda,tampa e botão.
É uma ave que não voa,
mas corre feito rojão
Você sabe o que é então?”
   
 

Explorar o conhecimento de mundo
* Leitura Compartilhada com inferências do professor

Produto Final
*Produção da ilustração da história em quadrinhos.
*Elaboração de um outro final para a história.

Sugestões
*Exibir o filme: Os
Pinguins do Papai.
*Elaborar esquetes com o auxílio do professor de Arte.

Ivonete Xavier Bodelon Pires

Bibliografia das Imagens:

Sequência Didática do texto Pausa

Sequência Didática do texto Pausa “Moacir Scliar”
 Objetivo: Formar alunos bons e leitores e excelentes escritores.
 Público Alvo: 9º ano uma classe boa, porém falante.
 1º passo: Leitura compartilhada do texto para ativação de conhecimento de mundo, conhecimento prévio dos alunos.
 2º passo: Perguntar para eles se conhecem  a palavra Pausa,  o que significa essa palavra?
 3º passo: Explicar o gênero crônica e suas características.
 4º passo: Leitura silenciosa, grifando as palavras desconhecidas do texto.
 5º passo: Utilização do dicionário para localizar o significado das palavras desconhecidas.
 6º passo: Discussão oral sobre o texto “Pausa”.
 7º passo: Pedir para que os alunos redijam um parágrafo argumentando se gostaram ou não do texto.

Hélia Vanuza

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Avestruz

Sequência Didática

Público Alvo: 6º Ano
1. Antecipação ou expectativa de sentido a partir do título:
  •   O que é um avestruz?
  •   Alguém conhece?
2. Observar imagem:
  •   Levar aos alunos uma imagem de um avestruz e questioná-los sobre o que eles acharam do animal (se tem o tamanho ideal de um bicho de estimação; se eles acham que seria fácil cuidar de um animal desse porte e etc.)
3. Leitura do texto:
  •   Identificação do gênero textual (sequências didáticas) o texto tem o traço característico da crônica: leveza, humor...
  •   Impressões ou hipóteses contidas no texto: o que é TPM?
  •   “Struthio camelus australis”, explicar que o termo é para identificar o nome científico da espécie.
  •   Despertar o interesse e o prazer de ler um bom texto, que é uma das funções da leitura.
  3. Oralidade - atividade prática: se os alunos gostaram do texto; se acharam estranho o gosto do menino em relação aos presentes; é possível criar um avestruz, um urubu ou gaivotas em um apartamento em Higienópolis?
  4. Produção escrita: produzir um crônica narrativa: Um presente diferente.
  5. Vídeo para entretenimento: http://www.youtube.com/watch?v=QZfAFuVPEAQ

Joseane Garrossini

Sequência Didática do texto Avestruz

Sequência Didática do texto O Avestruz de Mario Prata
Público alvo:  8º ano

   a) Quem mora ou já morou em apartamento? Você gostou? Ou gosta?
   b) Se você ganhasse um bichinho de estimação pra morar com você no apartamento qual você escolheria?
   c) O que vocês acham de uma ave enorme conviver com você em um apartamento?
2 – Localizar  informações.
    a)Quem conhece um avestruz? Como esse bicho é? É manso? Guloso? Da pra brincar com ele no seu quarto? Pra dar banho?
    b)Trazer imagens de avestruzes em diversas etapas de crescimento para questionamento  de com qual tamanho daria pra você ter um.
3-Leitura do texto:
    a)Preparar os alunos para o tipo de gênero será lido.
    b) fazer uma leitura silenciosa e já grifando os termos ou palavras desconhecidas pelo aluno.
    c)Convidar a quem interessar a leitura da crônica  em voz alta e bom tom para que todos assimilem.
    d)Despertar o interesse em descobrir o significado das palavras desconhecidas encontradas na crônica: e-mail,mouse,TPM,menopausa,gigolô,Struthio Camelus Australis,etc.
 4- Finalidades e metas da atividade de Leitura:
 Após leitura e análise do texto, de forma descontraída; brincar sobre vários questionamentos que a crônica propõe: Se Deus realmente errou, se o avestruz é realmente um comilão e também medroso,etc
5-  Percepção das Relações de Interdiscursividade e de outras Linguagens:
   a)Levar os alunos à Sala de Informática e pesquisar as curiosidades sobre o  Avestruz ou o que mais  interessar ao aluno. O professor deve direcioná-los apresentando sites de pesquisa sobre o mesmo.
    b) Em dupla criar uma HQ sobre  o texto  no computador,gravar em um pen-drive e apresentar ao colegas no data show.
    c) Montar uma crônica sobre que bicho de estimação bem exótico gostaria de criar.
    d)Apresentar  o filme "Os pingüins  do Papai" e trabalhar os  valores da família. Com direito a pipoca feita pelo professor.
Sequência Didática do texto O Avestruz de Mario Prata
Público alvo:  8º ano

   a) Quem mora ou já morou em apartamento? Você gostou? Ou gosta?
   b) Se você ganhasse um bichinho de estimação pra morar com você no apartamento qual você escolheria?
   c) O que vocês acham de uma ave enorme conviver com você em um apartamento?
2 – Localizar  informações.
    a)Quem conhece um avestruz? Como esse bicho é? É manso? Guloso? Da pra brincar com ele no seu quarto? Pra dar banho?
    b)Trazer imagens de avestruzes em diversas etapas de crescimento para questionamento  de com qual tamanho daria pra você ter um.
3-Leitura do texto:
    a)Preparar os alunos para o tipo de gênero será lido.
    b) fazer uma leitura silenciosa e já grifando os termos ou palavras desconhecidas pelo aluno.
    c)Convidar a quem interessar a leitura da crônica  em voz alta e bom tom para que todos assimilem.
    d)Despertar o interesse em descobrir o significado das palavras desconhecidas encontradas na crônica: e-mail,mouse,TPM,menopausa,gigolô,Struthio Camelus Australis,etc.
 4- Finalidades e metas da atividade de Leitura:
 Após leitura e análise do texto, de forma descontraída; brincar sobre vários questionamentos que a crônica propõe: Se Deus realmente errou, se o avestruz é realmente um comilão e também medroso,etc
5-  Percepção das Relações de Interdiscursividade e de outras Linguagens:
   a)Levar os alunos à Sala de Informática e pesquisar as curiosidades sobre o  Avestruz ou o que mais  interessar ao aluno. O professor deve direcioná-los apresentando sites de pesquisa sobre o mesmo.
    b) Em dupla criar uma HQ sobre  o texto  no computador,gravar em um pen-drive e apresentar ao colegas no data show.
    c) Montar uma crônica sobre que bicho de estimação bem exótico gostaria de criar.
    d)Apresentar  o filme "Os pingüins  do Papai" e trabalhar os  valores da família. Com direito a pipoca feita pelo professor.

Ivonete Xavier Bodelon Pires

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Este foi meu primeiro livro!




Esse livro foi a minha primeira experiência com a leitura, a professora de Língua Portuguesa foi quem indicou, a partir dele nunca mais parei de ler.
https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS-c50Q4gmVe_dGVY_-M1QO2jeANnJ8za6TM6mrUkzSx-F4FIV-

quarta-feira, 5 de junho de 2013

                                    QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA LEITURA?







Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo. 

Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos. 

Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação. 

Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos

Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias… 

Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem. 

Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. 

Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.





LITERATURA

Como ensinar a seu filho que ler é um prazer
Dicas para incentivar seu filho a ler todos os dias e, assim, ter amor pelos livros


Pesquisas mostram que quanto mais cedo se começa ler maiores são chances de se tornar um leitor assíduo

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP). 

Especial Importância da Leitura 
Ler é um hábito poderoso que nos faz conhecer mundos e ideias. Descubra a importância da leitura para todas as idades!


A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras. 

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a
 Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivalem a 50 mil dólares a mais na sua futura renda. 

Então, o que está esperando? Veja nossas recomendações e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece. Você pode encontrar boas dicas de livros em nossa
 biblioteca básica de leitura!



Ler ou não ler? Eis a questão...

"A leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto se falar em felicidade obrigatória". Jorge Luiz Borges
O brasileiro não lê porque o livro é caro? errado. O brasileiro não lê porque não o acostumaram a ler. O preço do CD é equivalente ao do livro e, no entanto, vendem-se CDs aos milhões enquanto que uma edição de sucesso de uma obra literária, não ultrapassa, em média, três mil exemplares.


Não podemos esquecer também das bibliotecas onde um livro não custa nada, basta retirá-lo, além dos "sebos", livrarias de livros usados, onde se pode adquirir raridades por preço de banana.


Na verdade, a grande maioria dos brasileiros não lê porque na escola não o ensinaram a ler, no sentido mais profundo da palavra, ou seja, apreender o que está escrito, refletir, questionar, "viajar" com um texto.


Obrigar o aluno a ler um livro de literatura com a obrigatoriedade de responder a um questionário elaborado pelas editoras, para o qual o professor possui as respostas, também elaboradas previamente, é decretar uma sentença definitiva: -Você nunca será um leitor. Fazer o aluno decorar escolas literárias e todas as suas características sem nunca ler uma obra sequer de um dos autores que dela fizeram parte (o que importa é saber as questões que vão cair no vestibular) é outro pequeno assassinato que deveria ser severamente punido.


A indústria da educação brasileira, ensina apenas para o aluno passar no vestibular. A formação humanística, a compreensão do mundo através de sua história, não está em questão. A questão é "passar ou passar", ou seja, competir e ganhar a corrida para a glória do canudo universitário.


A leitura deveria ser passada para a criança e os adolescentes como uma busca, uma ação lúdica e prazerosa, que pode perfeitamente substituir com igual grau de prazer uma ida ao cinema, um dia na praia ou um churrasco no sítio, sem qualquer remorso.


Todos aqueles que já descobriram o prazer da leitura, o gosto de elaborar, ele mesmo, o "seu" personagem, a "sua" paisagem, voltar a página e emocionar-se de novo com aquelas cenas que mais os tocaram, jamais abrirão mão dessa "descoberta". É um vírus que, uma vez contraído, não tem mais cura. É um não acabar mais de descobrir; uma leitura vai sempre remetendo a outra e a vida torna-se tão curta para tanto livro a ser lido.


Só mesmo o portador desse vírus sabe avaliar a diferença entre a "viagem" da leitura e a cena dada pronta, como a daquela via TV. Assistir TV é cômodo e chega a ser hipnótico. Não há participação de quem está do lado de cá, o espectador é passivo, recebe o prato feito, não tem possibilidade de criar, de imaginar, de "viajar". A cena que ele está vendo é só aquele cena, a mesma cena que outros milhões de telespectadores também estão vendo. Ao passo que, no ato de ler a mesma página de um livro, um mesmo poema que tantos outros já leram, entra em jogo o nosso poder de imaginar, de recriar, próprio do ser humano e que os meios de comunicação de massa encarregaram-se de destruir.


Quem possui livros jamais está só. Fazem-lhe companhia os melhores espíritos da humanidade, encantados em suas páginas, esperando apenas as mãos que os folheiem, para que, num passe de págica, se desencantem e cumpram o fato estético de que falou Borges: o livro aberto e a vida recriada.


Ninguém é o mesmo depois de ler um bom livro, ninguém sai ileso dessa empreitada. A literatura modifica, transforma, porque faz refletir e sonhar. A televisão, ao contrário, foi feita para não dar tempo de pensar; não informa porque é veloz e fragmentada e não propicia um visão de compreensão de mundo, como um todo e nem a compreensão da história, como processo e acúmulo de valores agregados. Após a décima notícia do Jornal Nacional, o espectador não consegue mais lembrar da primeira, nem da maioria, devido à incrível rapidez da linguagem televisiva, feita propositadamente para alienar.


Quem ainda duvidar, tente ainda hoje: troque uma hora da televisão pela leitura de algumas páginas da melhor literatura. O resultado será, garanto, altamente compensador.
Sobre a Autora:


Dalila Teles Veras, natural do Funchal (Madeira-Portugal), 1946. Radicada no Brasil desde 1957 (São Paulo, Capital) e desde 1972 residente em Santo André (SP).

Primeiras experiências leitoras

Posso dizer que fui um garoto muito curioso pelo mundo da leitura, o que me ajudou a adquirir este hábito. Antes mesmo de aprender a ler e escrever, perguntava para os meus pais e avós o que estava escrito em placas, muros e cartazes. Ao entrar na pré-escola e aprender a ler, a curiosidade aumentou ainda mais, pois adorava as histórias contadas pela professora e as feiras de livros que aconteciam na escola – a única coisa que me deixava triste é que meus pais não podiam comprar os livros que eu gostava. Uma vez, fui surpreendido por minha tia Giovana, que também era professora na escola que estudava, e me presenteou com um livro. Senti-me muito feliz com aquele presente.
Quando fui para a 1ª série, o contato com o mundo da leitura aumentou ainda mais, pois passei a frequentar a biblioteca da escola com frequência. A bibliotecária, dona Francisca, era uma pessoa muito atenciosa e nos indicava vários livros para ler. Com o passar do tempo, tive várias experiências de leitura, como uma proposta pela professora Ilda, na 3ª série: a leitura, em duplas, do livro “Meu pé de laranja lima” em um lugar da escola que nós podíamos escolher (o meu foi em baixo de uma árvore!). A partir de então, passei a ler vários livros da série vaga-lume, como “A ilha perdida”, “A serra dos dois meninos”, “Barcos de papel”, entre outros.
Nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, meu interesse pela leitura havia diminuído, pois deixei os livros um pouco de lado e passei a ler jornais e revistas com mais frequência. Lembro que neste período lia os livros exigidos pelos professores e em poucas ocasiões procurava uma leitura de livros por prazer. Um fato muito triste desta época é que, na escola que cursei o 3º ano do ensino médio, os alunos do período noturno não podiam frequentar a biblioteca por não haver um funcionário responsável pelo local neste horário.
Só voltei a ter um contato íntimo com os livros na faculdade de Letras. Durante os quatro anos de curso tive um excelente professor de literatura, o professor Pina. Ele foi um dos responsáveis por eu ter resgatado o gosto pela leitura.

No meu dia-a-dia de sala de aula, sempre me lembro das experiências de leitura boas (e também da ruins!) que vivenciei, tentando muitas vezes copiá-las e aperfeiçoa-las com meus alunos. Assim, acredito que no futuro eles também possam se lembrar de suas experiências e, quem sabe, perpetuá-las pelas próximas gerações.

Joni S. Guapo